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 Por Jorge Antonio de Queiroz e Silva
 Sábado, 18/09/2016, 18h50
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Lula, o “general” da propinocracia

Deltan Dallagnol, 36 anos, procurador do Ministério Público Federal (MPF), na quarta-feira, 14, em apresentação transmitida ao vivo pela TV, acusou o ex-presidente Lula de ser o “comandante máximo” da corrupção na Petrobras, o “general” da propinocracia, ou seja, o governo do Partido dos Trabalhadores
(PT) foi regido por propinas.

Deltan Dallagnol, procurador do Ministério Público Federal, denuncia Lula na Operação Lava Jato. Crédito da imagem: Objethos, Observatório da Ética Jornalística
Deltan Dallagnol, procurador do Ministério Público Federal, denuncia Lula na Operação Lava Jato.
Crédito da imagem: Objethos, Observatório da Ética Jornalística.

E disse ainda que Lula estruturou uma organização criminosa para surrupiar os cofres públicos e estabelecer sua “perpetuação criminosa no poder”, por intermédio de cargos públicos em instituições federais e desvios de verbas das empresas estatais.

As acusações são pesadas, porém Lula não foi denunciado como mentor das mutretas na Petrobras. A acusação formal sobre Lula, que a Justiça ainda não apreciou, é de corrupção passiva (87 milhões) e lavagem de dinheiro, englobando um tríplex em Guarujá, na região metropolitana da Baixada Santista, e o armazenamento de bens pela OAS (3,7 milhões).

André Singer, conceituado cientista político e professor da USP, não faz um bom diagnóstico sobre esse momento histórico:

Nem bem terminava, na segunda (12), a novela Cunha, o núcleo curitibano da Lava Jato meteu o pé pelas mãos e abriu o capítulo mais grave desta crise. Depois da condução coercitiva e da divulgação de fitas ilegais, a exposição do procurador Deltan Dallagnol na tarde de quarta (14) foi tão vazia que caiu mal até nas hostes antipetistas. Em lugar da seriedade técnica que sobressaía nas primeiras aparições, o jovem funcionário deixou-se levar por arroubos que tiraram a credibilidade da denúncia contra Lula.

[...] O juiz Sergio Moro, autor das duas descabidas ações anteriores, está moralmente comprometido a aceitar a denúncia oferecida pelo Ministério Público. Com isso, irá deflagrar processo político cujo único julgador será ele mesmo, que não é instância adequada nem suficiente para julgar o que Dallagnol colocou em pauta.

O que vem pela frente é mais sério do que o impeachment de Dilma Rousseff. Convém lembrar que a ilegítima destituição da presidente foi decidida por um colegiado senatorial. As acusações eram de responsabilidade e a perda do poder por quem venceu nas urnas, embora manche a democracia, poderia ser corrigida pelo andamento da luta eleitoral, pois o PT teria chance de voltar a vencer.

Embora existam indícios de que o ex-presidente se beneficiou desses ganhos, o Ministério Público Federal, na pessoa de Deltan Dallagnol, usou de hipérboles e adjetivos sem provar que Lula é o “maestro da orquestra criminosa.” Aguardemos.

Jorge Antonio de Queiroz e Silva é historiador , palestrante, professor.

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