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 Por Jorge Antonio de Queiroz e Silva
 Sábado, 03/09/2016, 22h50
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Emir Sader e O BRASIL que QUEREMOS

Emir Sader, cientista político e filósofo, esteve na sede da APP-Sindicato, em Curitiba, aos 2 de setembro,
para lançar o livro O BRASIL que QUEREMOS , uma produção do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A obra, organizada por Sader, reúne 18 artigos dos mais variados temas sociais, com intuito de questionar as mazelas sociais contemporâneas, bem como o futuro do Brasil.

Emir Sader realizou esclarecedora palestra sobre as ameaças dos direitos trabalhistas, em curso, na sede da APP-Sindicato em Curitiba. Crédito da imagem: Francielly Camilo
Imagem: Emir Sader realizou esclarecedora palestra sobre as ameaças dos direitos trabalhistas, em curso,
na sede da APP-Sindicato em Curitiba. Crédito da imagem: Francielly Camilo.

Nessas 270 páginas, observo que a democracia brasileira é incipiente ou inexistente, pois os interesses do grande capital predominam em detrimento dos interesses da maioria dos sujeitos sociais. Cito, por exemplo, Henrique Meirelles, ministro da Fazenda do presidente Michel Temer, mestre em politicas neoliberais, defensor dos banqueiros, pois é um banqueiro internacional.

No artigo A utopia Brasil, o virtual viável , p.10-11, Leonardo Boff, teólogo líder da Teologia da Libertação, autor de inúmeros livros e incansável defensor dos pobres e das pessoas que vivem à margem do sistema, esclarece:

O sistema histórico-social de poder que perdura há mais de 500 anos é o principal responsável por esse drama social. As elites dominantes nunca foram apeadas do poder, que jamais mudou de natureza, excludente e acumulador. Elas são, provavelmente, as elites mais perversas e hábeis do mundo. Articulam-se, nacional e internacionalmente, de tal forma que sempre conseguem manobrar o poder de Estado em seu benefício.

Imagem: Ana Lucia Zambão Gutier, presidente do Núcleo Sindical Metropolitano Norte, Emir Sader, autor do livro O BRASIL que QUEREMOS e Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato
Imagem: Ana Lucia Zambão Gutier, presidente do Núcleo Sindical Metropolitano Norte, Emir Sader,
autor do livro O BRASIL que QUEREMOS e Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato.

A pretexto de garantir a governabilidade, e de evitar o caos sistêmico, as elites conseguiram impor aos governos Lula-Dilma o que lhes interessava: a manutenção inalterável da lógica acumuladora do capital. Os projetos sociais do atual governo não as obrigam a renunciar a nada, antes, são funcionais a seus propósitos. Agora, pensam de forma diferente. Querem voltar à situação de privilégios de que sempre gozaram ocupando o Estado. Como não conseguiram chegar ao poder central pelo voto, tramaram o impeachment da Presidenta Dilma, em maio de 2016, para se vingar e voltar à situação anterior que as beneficiava.

Já no artigo Do Brasil que temos ao Brasil que queremos , p. 26, Emir Sader denuncia as injustiças sociais e antidemocráticas:

Para desatar esses nós que amarram o país ainda a mecanismos neoliberais, será necessário quebrar a hegemonia econômica do capital especulativo na economia, assim como promover fortemente, no campo, a agricultura familiar, aquela que produz alimentos para o mercado interno e gera a grande maioria dos empregos no campo. Será necessária a democratização dos meios de comunicação e uma reforma democrática profunda do sistema político e do próprio Estado, que poderia ser promovida por meio de uma Assembleia Constituinte.

Temos, paralelamente, de enfrentar um conjunto de temas que sobrevivem, apesar dos avanços sociais logrados nos últimos anos. Em particular, refiro-me aos temas vinculados aos direitos humanos e, mais especificamente, aos da violência contra os setores ainda marginalizados da população e fragilizados na sua capacidade de defesa dos seus direitos. O maior escândalo da sociedade brasileira continua sendo o genocídio de jovens negros, mortos – um a cada 20 minutos – pela polícia, de forma sistemática e impune. O Brasil segue com a mais violenta polícia do mundo, mesmo em regime politicamente democrático e com avanços sociais significativos. Não podemos pensar um país que queremos sem conseguirmos enfrentar e resolver esse problema crucial.

Eu bem que poderia desmiuçar O BRASIL que QUEREMOS neste artigo, mas deixarei que o (a) nobre leitor (a) realize essa proeza. Acredito, plenamente, que após a leitura, você será mais participativo na vida politica do país, contribuindo, dessa forma, com a consolidação da democracia e, consequentemente, com a transformação social.

Imagens: Jorge Queiroz e Emir Sader, autor do livro O BRASIL que QUEREMOS
Imagens: Jorge Queiroz e Emir Sader, autor do livro O BRASIL que QUEREMOS

Pois bem, além do lançamento desse genial livro, Emir Sader também realizou esclarecedora palestra.

Ele fez duras criticas à leniência do Judiciário e dos meios de comunicação e chamou o atual governo federal de autoritário e impopular. Aliás, lembro que o Instituto Ipsos divulgou, no mês passado, que a rejeição ao governo Temer é de 68%, uma lástima.

Tadeu Veneri, deputado estadual e candidato a prefeito de Curitiba, Jorge Queiroz e Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato

Sob o comando de Michel Temer, de acordo com Sader, os direitos trabalhistas estão ameaçados. E desabafa:

Nós somos oposição que temos uma responsabilidade importante, principalmente, nós educadores, temos o privilégio de trabalhar com as ideias. Nós temos que voltar a criar um consenso no Brasil, de que a questão social é a questão fundamental do país e não as questões que eles colocam.

[...] A luta é grande e é a luta das ideias. É luta que nós estamos especialmente qualificados e responsabilizados a fazer. Porque é a luta do convencimento, da denuncia, das propostas alternativas e assim por diante. Por isso precisamos voltar a discutir as alternativas do país, a sociedade que nós queremos, que Paraná nós queremos, que cidade nós queremos, que escola nós queremos...

Tadeu Veneri, deputado estadual e candidato a prefeito de Curitiba, Jorge Queiroz e Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato.  

[...] A linha divisória hoje não é mais quem está a favor ou contra o golpe, é quem está contra as iniciativas impopulares do governo. Não podemos conversar somente com quem está contra o golpe, temos que mobilizar e sensibilizar aqueles que são as principais vítimas das políticas governamentais, os educadores são, as políticas municipais são, os direitos trabalhistas estão em risco. Precisamos urgentemente fazer a luta das ideias.

Sem dúvida, estimado Emir Sader, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 241) e o Projeto de Lei (PL 257) são contrários aos interesses dos (das) trabalhadores (as) do Brasil. Na PEC 241, se aprovada, o Congresso Nacional decidirá de que forma os recursos públicos serão aplicados, o que dará margem, fatalmente, à alteração das verbas mínimas a serem aplicadas em saúde e educação. No PL 257, se aprovado, ocorrerão a elevação de alíquota de contribuição previdenciária para 14% (ativos e inativos), modificações nas carreiras, com intuito de exterminar promoções e progressões, motivação à privatização e terceirização, entre outros.

Os recrudescimentos das políticas neoliberais coordenadas pelo Estado, em consonância com os interesses do grande capital, se vislumbram. Força e resistência.

Jorge Antonio de Queiroz e Silva é historiador, palestrante, professo r.

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